Peregrinação: A notável Igreja de Santa Maria Maior na Covilhã

Peregrinação: A notável Igreja de Santa Maria Maior na Covilhã

Situada bem no centro cívico da Covilhã a Igreja de Santa Maria Maior é uma das mais belas igrejas de Portugal e símbolo máximo do cristianismo na cidade-fábrica. A Igreja de Santa Maria Maior é uma visita obrigatória para qualquer peregrino por terras da Quadragésima. Aqui a tradição do sagrado nas beiras está bem expressa na monumentalidade do edifício e nos azulejos que a revestem, conferindo-lhe uma identidade única e invulgar na região.

Diz a tradição que este local de culto foi construído no século XVI, sobre o templo medieval de Nossa Senhora do Castelo, por ordem do bispo D. Cristóvão de Castro. A igreja quinhentista possuía três naves e sete altares.

Em 1627, procede-se a uma nova reedificação e, em 1667, fizeram- se novas obras segundo o desenho de José de Almeida. No século seguinte, em 1758, a igreja é descrita como tendo duas naves e sete altares. Nos finais do século XIX (1872-1886) a igreja de Santa Maria Maior volta a ser alvo de profundas obras que lhe alteraram a tipologia. A empena contracurvada é da responsabilidade do padre Francisco Grainha, que suporta financeiramente as obras em conjunto com o seu irmão, padre João Grainha.

Adquiriu um estilo barroco, com frontгo contracurvado, com pilastras, um grande nicho ao centro com a imagem de Nossa Senhora, e uma torre sineira lateral, cuja construção se iniciou em 1899. Sucede-se o arranjo do mesmo e o revestimento da fachada principal com azulejos alusivos a temas Marianos, da fábrica Aleluia, reproduzindo Virgens de Murillo. Datam dessa altura as pinturas do teto da autoria do professor de desenho da Escola Industrial António Lopes..

A igreja apresenta tipologia revivalista e neobarroca, plante longitudinal de nave única com capelas laterais à face e capela-mor mais baixa e estreita.

No interior da igreja merece destaque o retábulo-mor, em estilo rococó, trazido do extinto convento de Santo António e também a imaginária ali existente, nomeadamente a de Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Boa Morte ou Nossa Senhora da Assunção, esta última da autoria de Castro Caldas.

Sendo o templo mais importante da cidade, no seu adro se julgavam os pleitos pelo juiz e homens bons da terra.

A Igreja de Santa Maria Maior é o mais belo exemplo de arquitetura religiosa na Covilhã, mas não é o único. Há inúmeras igrejas, santuários e capelas espalhados pela cidade que merecem peregrinação. Basta seguir os passos da Rota das Igrejas da Covilhã        criado pela edilidade local para descobrir os locais de culto sagrado na cidade que Ferreira de Castro cunhou como a cidade da lã e da neve.

Morada: R. da Sra. da Paciência 1, Covilhã